Saúde

AVC É A 1.ª CAUSA DE MORTE E DE INVALIDEZ NA IDADE ADULTA EM PORTUGA

  • Até 2035, os casos de AVC aumentarão exponencialmente em toda a Europa, se não forem tomadas medidas preventivas. Delegados de 11 países debateram o tema no dia 31 de maio 2017, em Lisboa.

    Stroke Alliance for Europe (SAFE), de que é membro a Portugal AVC (PT.AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos), lançou em 11 maio um relatório intitulado “The burden of stroke” (O peso do AVC), com uma análise à situação actual, e uma perspectiva até 2035.

    Perante dezenas de membros do Parlamento Europeu, Jon Barrick, presidente da SAFE, e Valeria Caso, presidente da European Stroke Organisation (ESO), apresentaram em conjunto os dados principais de uma investigação realizada pelo King's College em 35 países europeus.

    Apesar de as taxas de mortalidade do AVC terem vindo a diminuir ao longo dos últimos 20 anos, o Acidente Vascular Cerebral é uma catástrofe humanitária que está a acontecer, porque há mais pessoas que sobrevivem ao AVC com incapacidades! O peso global do AVC poderá aumentar ainda mais nos próximos 20 anos, devido ao envelhecimento da população. É urgente encontrar melhores formas de combater o AVC, e dar melhor qualidade de vida aos sobreviventes do AVC e aos seus familiares - referiu Barrick.

    As projecções do relatório sobre o Peso do AVC indicam que, entre 2015 e 2035, haverá um aumento generalizado superior a 30% do número total de casos, em Portugal e na União Europeia, se não aumentarmos significativamente as medidas preventivas e de tratamento do AVC.

    A SAFE, a Portugal AVC e a Sociedade Portuguesa do AVC, acreditam que a melhor forma de combater o AVC é que todos os estados-membros da UE tenham uma estratégia comum contra o AVC, activamente apoiada e patrocinada pelos governos, que cubra toda a cadeia de procedimentos, desde a sensibilização, prevenção, diagnóstico, tratamento, prestação de cuidados de reabilitação da fase aguda à crónica, reavaliação por especialistas, aos cuidados e apoio a longo prazo, integração social e profissional, participação na vida da comunidade e cuidados durante toda a vida, de forma a melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes e dos seus cuidadores.

    A criação dessas estratégias deve contar com a participação de representantes do vasto conjunto de profissionais que apoiam pessoas com AVC, das pessoas que tiveram um AVC, dos cuidadores e familiares, e das associações.

    Fonte: maisalgarve

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