Conheces a relação do out-flare ou abertura ilíaca de origem visceral com as lombociatalgias direitas?
Já pensaste que para uma coluna lombar se mover livremente em flexão, extensão e inclinação, entre outras, está dependente também da boa mobilidade do conteúdo visceral que se encontra no abdómen e tórax? Será que uma coluna lombar se moverá livremente se o conteúdo visceral de um abdómen não se adaptar ao movimento que o paciente tenta realizar?
O metâmero é uma unidade anatómica funcional que resulta da segmentação parcial do embrião (principalmente mesoblasto) e é constituído pelo dermátoma, viscerótoma, miótoma, angiótoma e esclerótoma. Se existe uma lesão articular (esclerótoma) qualquer região do metâmero pode ser influenciada, ie, por esse facto (lesão articular) pode observar-se alteração no miótoma (desequilíbrio entre agonista/antagonista), angiótoma (congestão local ? sistema ortossimpático), dermátoma (alteração de sensibilidade) e naturalmente o viscerótoma (disfunção visceral).
Os profissionais estão acostumados a pensar que a lesão articular gera uma contractura reflexa de protecção para que a região lesada seja protegida (falamos então no miótoma), porém regra são esquecidos todos os outros componentes do metâmero (onde se inclui o viscerótoma).
O raciocínio inverso é fisiologicamente possível também. Se existe disfunção visceral qualquer componente do metâmero a que pertence a víscera poderá ser influenciado, existindo um sem número de sinais e sintomas decorrentes de todos os outros componentes do metâmero cuja origem é precisamente a disfunção visceral.
Negligenciar este pequeno grande pormenor, é igual a esquecer anatomia e fisiologia, o que resultará com certeza numa importante falha de avaliação e consequente intervenção.
Frequentemente a aplicação de técnicas de terapia manual bem executadas originam resultados pouco satisfatórios, com repetidas recidivas e quadros clínicos apelidados como crónicos, porque habitualmente os profissionais focam todo o seu esforço terapêutico sobre a zona sintomática (inflamada, contracturada, dorida...) ao invés de investirem "tempo" na real causa da disfunção primária.
Em muitos destes casos a causa não é mecânica, mas sim visceral. Não por patologia própria (estrutural) da víscera, mas sim por disfunções viscerais geradas por alimentação inadequada, pelo stress diário entre outros factores que são facilmente corrigidos, desde que sejam correctamente identificados.
O presente curso pretende aprofundar as diferentes patologias músculo-esqueléticas que podem ter na sua base uma disfunção de um órgão/víscera e ainda sobre os diferentes factores que desequilibram estas estruturas, isto é, factores físicos e acima de tudo nutricionais e emocionais. Uma vez realizado um adequado diagnóstico, o tratamento abarcará as diferentes cadeias musculares e articulares recorrendo a técnicas especificas de manipulação visceral.
Qualquer disfunção numa víscera resulta na sua restrição. Este acontecimento origina que a víscera em questão deixe de mover-se livremente na sua própria estrutura, influenciando uma outra estrutura anexa. O corpo é, deste modo, obrigado a compensar esta situação, evoluindo para um problema funcional e eventualmente para um problema estrutural.
Como consequência da perda de mobilidade das vísceras, reduz-se ainda a circulação sanguínea do tecido afectado. Esta hipoemia pode chegar a converter-se em isquemia e potenciar o aparecimento de irritações, inflamações e infecções produzidas por problemas de irrigação.
Em suma, a manipulação visceral:
- Corrige desequilíbrios funcionais e estruturais do corpo, incluindo disfunções músculo-esqueléticas, vasculares, nervosas, urogenitais, respiratórias, digestivas e linfáticas.
- Avalia e trata as dinâmicas de movimento e fixações dos órgãos, membranas, fáscias e ligamentos.
- Favorece a comunicação proprioceptiva do corpo, aliviando os sintomas de dor, disfunção e más posturas.
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1. Caracterizar os pressupostos teóricos fundamentais da manipulação visceral.
2. Realizar um diagnóstico visceral.
3. Reconhecer sintomas clínicos ligados a disfunções viscerais.
4. Realizar manipulações viscerais.
1. Princípios, bases e prática da manipulação visceral
1.1. Classificação dos movimentos viscerais e dos meios de união
1.2. Classificação dos diferentes tipos de lesão
2. Estudo dos diferentes diafragmas, da cavidade torácica, abdominal e pélvica
2.1. Estudo anatómico e das áreas de influência músculo-esqueléticas
2.1.1. Lesões articulares
2.1.2. Pontos gatilho
2.1.3. Zonas de dor
2.2. Exploração
2.3. Testes e tratamento osteopático
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Certificado Internacional emitido pela ESITEF.
Certificado de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.
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100%
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Notas
Inclui documentação de apoio + certificado + coffee-break (água, café e chá)
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Francisco Javier Ruiz Perez
Javier Ruiz Pérez é fisioterapeuta e docente de Osteopatia desde 1995. É especialista em terapia manual, osteopatia visceral, terapia miofascial e sacro-craniana. Integra actualmente o ilustre corpo docente da Esitef – Escola Internacional de Terapia Física. A sua formação académica e complementar é vastíssima, sendo apelidado por muitos dos seus formandos como "uma verdadeira enciclopédia".
1. Aquisição de uma ferramenta de trabalho que lhe permitirá abordar o seu paciente de forma claramente global, diferenciada e mais eficaz. Negligenciar o sistema visceral é igual a negligenciar um importante sistema que apresenta relações fortíssimas com o sistema músculo-esquelético.
2. Obtenção de um certificado de formação profissional e de um certificado internacional pela ESITEF.
3. Domínio de técnicas de manipulação visceral cujos princípios de actuação foram exaustivamente estudados em ambiente hospitalar por médicos, fisioterapeutas e osteopatas.